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[Santiago, Chile] Dentre a equipe de auditores que trabalham para a Divisão Sul-Americana, está Reginaldo Favaro, que mora em Santiago e trabalha junto a União Chilena. Ele acaba de enviar um e-mail dando notícias sobre os últimos acontecimentos no país.
“Estamos vivendo o segundo dia após o terremoto, não tem sido nada fácil, mas graças a Deus estamos bem. As réplicas (abalos posteriores ao primeiro) ainda continuam acontecendo. Já ocorreram mais de 120 réplicas com uma intensidade acima de 5,0 graus na escala Richter. Segundo os entendidos isso é normal.
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Esta noite não tivemos coragem de dormir no apartamento. Devido a grande ocorrência de réplicas fomos dormir no carro da uma da manhã até às 7h.
Nesta madrugada houve um tsunami na região próxima de Concepción. Várias cidades na região foram arrasadas. Graças a Deus a população foi avisada alguns minutos antes o que permitiu que muitas pessoas conseguissem fugir para os morros, evitando um grande número de mortes.
Hoje (domingo), pouco depois das 8h da manhã houve uma réplica muito forte ao sul, na região de Bio-BIo, que atingiu 7.2 graus. Aqui em Santiago chegou com 6,1 graus de intensidade, foi o mais forte desde que ocorreu o terremoto.
O aeroporto de Santiago está fechado, não porque tenha problemas na pista de pouso e decolagem, mas por ter caído parte do teto do edifício, o que o torna muito perigoso.
A falta de alimento, água e energia está fazendo com que ocorram alguns saques em supermercados e lojas comerciais em Concepción e agora também em Santiago. Em Concepción o governo decretou toque de recolher das 21h até as 6h da manhã. Soubemos que o governo anunciou, há poucos minutos, que já são 708 mortos.
Apesar de tudo, não sei se nós estamos nos acostumando com as réplicas, mas estamos mais tranquilos.”.
[Equipe ASN, Reginaldo Favaro / Márcia Ebinger] |