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[São Paulo, SP] Faleceu, às 5h da manhã de hoje, 4 de março, o pastor Moysés Nigri. O pastor Moisés estava internado no Hospital Adventista de São Paulo e a causa da morte foi, segundo relatórios médicos, insuficiência dos órgãos vitais, especialmente renais e cardíacos. O corpo será levado para Igreja do Unasp-SP, na Estrada de Itapecerica da Serra, capital paulistana, onde ocorrerá a cerimônia fúnebre, às 10h da manhã do dia 6 de março.
O pastor Moysés Nigri foi um dos grandes líderes e pregadores da Igreja Adventista e deixa uma trajetória marcada por grandes realizações. Ele iniciou seus serviços na Igreja em 1934 como auxiliar de escritório, na antiga Missão Rio-Minas. Foi obreiro bíblico e pastor distrital na Missão Nordeste. Atuou como departamental na então Associação Paulistana, no ano de 1941. Em 1950 foi nomeado presidente da Associação Paranaense, que na época era um só Campo.
Pouco tempo depois, em 1952 assumiu a presidência da União Sul Brasileira. De 1962 a 1970 foi secretário da Divisão Sul-Americana.
Após isto foi nomeado como vice-presidente da Associação Geral, nos Estados Unidos, cargo que ocupou até 1980, quando se aposentou. Com sua esposa Alida Naar Nigri, com quem esteve casado durante 57 anos, teve 4 filhos, 11 netos e 4 bisnetos. Após o falecimento de Alida, casou-se com a enfermeira e professora aposentada Carolina de Oliveira.
[Equipe ASN – Márcia Ebinger]
BIOGRAFIA
Escrito por Jorge Mário e Silvana Cazonato
Fonte: www.paulistana.org.br
Moysés Salim Nigri nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 10 de Agosto de 1914.
Filho de Salim Moysés Nigri, um judeu praticante e Erina Vieira Nigri, uma brasileira de formação católica.
Faltando 4 dias para completar 18 anos, no dia 06 de Agosto de 1932, foi batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Méier pelo então presidente da Missão Rio-Minas, pastor EmDavis. Mas foi recebido como membro da Igreja Central do Rio de Janeiro, juntamente com sua mãe e sua irmã Malaquê.
Em 1933, concluiu o curso de Perito Contador e no ano seguinte, 1934, foi Office Boy da Missão. Fazia limpeza e todos os serviços relacionados ao atendimento do almoxarifado como despachar livros para os colportores.
Conheceu o Colégio Adventista Brasileiro, atual Unasp I, na formatura da filha do Pastor Em Davis, com quem viajara de trem até São Paulo. O Pr. Sigfried Schwantes se forma na mesma ocasião.
Sente o desejo de estudar no CAB, mas desanima com o preço do estipêndio, 800 mil reis mensais, 4 vezes mais do que ganhava por mês.
Rodolfo Belz, então pastor da Igreja Central do Rio de Janeiro, o incentiva a ir para o Colégio. O que de fato aconteceu, ao receber subsídios da Missão Rio-Minas. Deixa sua mãe e irmã e vai para o Colégio em 1935. Mais tarde elas se mudam para as proximidades do Colégio em São Paulo, reunindo a família outra vez.
Ali estudou por 3 anos. Formou-se em Teologia em 1937. Foi presidente da turma e seu orador no dia da formatura. Era uma turma pequena composta por 5 homens e 3 mulheres cujo lema era: Viver para Servir.
No CAB (Colégio Adventista Brasileiro) conheceu a missionária lituana Maria Barr, que exercia a função de preceptora. Casaram-se no dia 23 de Fevereiro de 1938 em cerimônia dirigida pelo Pastor Juan Meyer, um argentino que trabalhava como preceptor. Viveram 57 anos juntos quando ficou viúvo em 25 de outubro de 1995. Tiveram 4 filhos: Rejane, Elmano, Cássia e Hélvia.
De navio, foram trabalhar na cidade de Recife em Pernambuco onde permaneceram até agosto daquele ano. Transferidos para João Pessoa, Pr. Nigri assumiu o pastorado no distrito que compreendia todo o Estado da Paraíba. Ali ficou por 2 anos e 8 meses sendo muitas vezes perseguido por causa do Evangelho.
Voltou ao Recife para assumir o cargo de departamental de Escola Sabatina, Obra missionária, Jovens e Educação por apenas 1 ano. Recebeu um chamado da Associação Paulistana para ser departamental de Escola Sabatina e Obra Missionária. A bienal de 1941 muda seu trabalho para departamental dos Jovens, Educação e Temperança. Na época, o campo da Paulistana era todo o Estado de São Paulo.
Em fevereiro de 1943 foi ordenado ao Ministério e em Agosto do mesmo ano, assumiu o pastorado da Igreja Central de São Paulo onde permaneceu até o início de 1950.
Em 1950 assumiu a presidência da Associação Paraná-Santa Catarina por dois anos, pois em 1952 foi nomeado Presidente da União Sul Brasileira com sede em São Paulo. Na época, o território Administrativo da União Sul compreendia os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, os Estados do Mato Grosso e Goiás antes da criação dos Estados do Mato Grosso do Sul e Tocantins. Ali permanece por 11 anos até 1962 quando foi chamado para ser secretário da Divisão Sul Americana, naquele tempo com sede em Montevidéu, Uruguai. Ocupa este cargo por 8 anos. Foi o primeiro secretário Latino a assumir o cargo, até então, sempre ocupado por missionários americanos.
Em 1970 foi chamado como vice-presidente da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia com sede em Washington-DC nos Estados Unidos. Também ali foi o 1º Latino e o 1º de língua não inglesa a assumir este cargo, no qual permaneceu por 10 anos.
Em setembro de 1980, com 43 anos e 5 meses de trabalho entra para o rol dos Obreiros Jubilados. Mas mesmo depois de aposentado, trabalhou por 4 anos como Secretário de Campo da DSA.
Viúvo por 2 anos, casou-se em dezembro de 1997 com Carolina de Oliveira Nigri, sua fiel companheira e amiga.
Em entrevista pessoal, disse ao pastor Jorge Mário: “Fui aonde me mandaram, fiz o que me pediram”. Este é o homem que foi agraciado por Deus com uma vida honrada e feliz tanto em Sua família como na Obra de Deus.
Seu grande sonho: Ver Jesus voltar e com Ele morar por toda a Eternidade. Salmos 128:1.
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