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[Atlanta, EUA] Dos 2.410 delegados na sessão da Conferência Geral, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que está sendo realizada em Atlanta, apenas 317 são mulheres. O número foi revelado durante a revisão da lista oficial de delegados, quando alguns jornalistas fizeram a estatística baseando-se no primeiro nome dos inscritos para determinar o sexo.
Mesmo que a estatística não seja totalmente exata, levando-se em conta a possibilidade de que alguns nomes de mulheres de origem estrangeira possam ter sido, incorretamente, atribuídas ao sexo masculino; a estatística aponta a presença feminina entre 13 e 15%.
Dos 246 membros do Comitê de Nomeação, a representação é ainda menor - 31, ou seja, 12,6%. Os repórteres constataram ainda que, entre o pessoal da Conferência Geral muitas das mulheres que ocupam posições profissionais e que sejam elegíveis para servir como delegados foram nomeadas.
Por que tão poucas mulheres, uma vez que, de longe, a maioria dos membros da Igreja Adventista é feminina? A maioria dos delegados enviados para a sessão da Conferência Geral é formada por administradores da Igreja, pastores e diretores de instituições ligadas à Igreja - e nessas funções quase todos são homens.
Deixar de fora as mulheres do ministério ordenado também limita severamente sua representação nos processos de tomada de decisão da Igreja. Mesmo nas regiões do mundo onde as mulheres estão sendo contratadas como ministras comissionadas, elas ainda não exercem todas as funções. O número de mulheres atuando como pastores ainda é bastante reduzido.
Na Europa cerca de 5 a 10% dos pastores são mulheres, mas na América do Norte são apenas 2%, e é ainda mais raro em países do chamado Terceiro Mundo; embora algumas mulheres estejam sendo contratadas como obreiras em algumas partes da África, América Latina e Ásia. A China é o único país onde a maioria dos ministros adventistas são mulheres.
Por outro lado, as mulheres figuram mais proeminente entre os educadores da Igreja, e, talvez por isso, uma mulher que está entre o topo do ranking de líderes denominacionais é educadora.
No lado positivo, as associações foram orientadas a incluir as mulheres na seleção dos delegados, e cada divisão inclui pelo menos algumas mulheres em sua delegação. Nos últimos anos, algumas associações na Divisão Norte-Americana tentaram atribuir metade do subsídio de delegado não-administrativos para as mulheres. Mas este ano essa tradição parece ter sido quebrada, talvez porque o número total de delegados disponíveis para a Divisão Norte Americana diminuiu significativamente.

Fonte: Adventist Today // http://www.atoday.com/
Edição de Francis Matos |