
Pastor Erton Carlos Kohler, presidente
da Igreja Adventista do Sétimo Dia na
América do Sul
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Igreja e editora caminham de mãos dadas no cumprimento da missão
Gosto de avaliar as coisas. Por isso, neste mês de julho, quando a Casa Publicadora Brasileira (CPB) completa 110 anos, podemos tomar tempo para pensar em como seria a história de nossa igreja no Brasil se a editora não existisse, ou se fosse apenas uma pequena gráfica. Ou mesmo se ela fosse apenas uma empresa da igreja, focada em negócios, economia de mercado, vendas, lucros, etc.
Desde julho de 1900, quando foi impressa a primeira revista O Arauto da Verdade, no Rio de Janeiro, a história da CPB se confunde com a história da própria igreja. Não tenho dúvida de que o crescimento da igreja é fruto do crescimento da CPB e o crescimento da CPB é resultado do crescimento da igreja. Na verdade, as duas têm uma só história. É uma história de permanente parceria que, nos últimos anos, tem se tornado ainda mais forte, visível e estratégica, trazendo grandes resultados.
Posso dizer, com toda a tranquilidade, que a igreja tem uma dívida de gratidão com a editora. Sem ela, muitos capítulos de nossa história seriam bem diferentes. Veja apenas alguns exemplos:
1. Quantas famílias foram alcançadas, igrejas fundadas ou cidades conquistadas por meio de nossa literatura?
2. O que seria da qualidade doutrinária de nossa igreja se a editora não estivesse produzindo e distribuindo amplamente livros que apresentam e defendem nossa mensagem?
3. O que seria da vida da igreja se o preço da lição da Escola Sabatina, das meditações diárias e dos livros de Ellen G. White não fossem mantidos sem ter nenhum tipo de aumento há alguns anos?
4. O que aconteceria com o Impacto Esperança e os mais de 50 milhões de revistas já distribuídas se a editora não tivesse estrutura para essa produção, com um custo extremamente baixo e acessível e com capacidade inclusive para atender pedidos de última hora e não perder novas oportunidades? Qual seria o resultado desses materiais, se por trás não estivessem pessoas capazes e dedicadas que os prepararam com qualidade, profundidade e prudência?
5. O que aconteceria com o livro missionário se a editora não encontrasse maneiras de produzi-lo abaixo do custo, investindo seus próprios recursos no projeto? Quantos livros teríamos produzido? Quantas pessoas o teriam recebido? Que alcance nossa mensagem teria? Conseguiríamos ter distribuído, apenas neste ano, quase 8 milhões de livros sobre o sábado, somente no Brasil?
6. O que aconteceria com nossos filhos e nossas escolas se a editora não produzisse livros didáticos para todas as séries e matérias, preservando a qualidade acadêmica e os princípios bíblicos? Que diferencial nossa educação teria, em um mundo extremamemte competitivo, secularizado e tecnológico, se não tivéssemos os livros didáticos e paradidáticos, além do portal da educação adventista na internet, mantidos pela editora? Conseguiríamos manter nosso diferencial usando apenas os recursos do passado, sem a base que esses materiais nos têm dado?
Hoje, entre as 61 editoras que a igreja mantém no mundo, a CPB é a maior em produção e vendas. Também atende a um dos maiores grupos de colportores em nível mundial. É a única que produz uma variedade tão ampla e completa de materiais didáticos. Tem um trabalho na área de tecnologia, televendas e vendas online que serve de modelo para a igreja mundial. É a que mais investe nas campanhas da igreja, tanto seus recursos humanos quanto financeiros. Essas informações não são motivo de orgulho, mas mostram como Deus tem escrito cada página dessa história. Ele tem orientado e estimulado os líderes a tomar decisões corretas, manter o foco missionário, produzir materiais de qualidade e atender às reais necessidades da igreja e suas instituições.
Por isso, em nome da Divisão Sul-Americana e dos mais de 1,2 milhão de membros no Brasil, quero dar os parabéns à editora por mais esse aniversário. Que as bênçãos de Deus continuem trazendo prosperidade e que ela seja usada para servir a igreja e cumprir a missão. Desta forma, igreja e editora poderão continuar escrevendo a mesma história, até que o último capítulo seja escrito com a concretização da nossa esperança.
O pastor Erton Kohler escreve mensalmente para a Revista Adventista, periódico mensal publicado pela Casa Publicadora Brasileira.

Fonte: Revista Adventista (julho de 2010)
http://www.cpb.com.br
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