
Pastor Erton Carlos Kohler, presidente
da Igreja Adventista do Sétimo Dia na
América do Sul
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Reavivamento genuíno é a chave para a conclusão da obra
Poucas semanas atrás, assisti ao Concílio Anual da Associação Geral, do qual participam representantes da maioria dos países em que a igreja está estabelecida. Durante as reuniões, analisei os números relativos à presença adventista em algumas das grandes cidades do mundo. São números que envolvem não apenas as cidades em si, mas todo o grupo de municípios ao seu redor. Por isso, são números impressionantes.
Ao observar esses dados e pensar na missão que está diante de nós, a primeira palavra que vem à mente é: impossível! Veja a situação: São Paulo tem 18,8 milhões de habitantes e quase 70 mil adventistas. Em Tóquio e adjacências vivem 35,6 milhões de pessoas e apenas 2.820 são adventistas. Em Nova Iorque, são 19 milhões e 37.897 adventistas. Na Cidade do México, são 23,5 milhões de habitantes para 53.093 adventistas. Em Mumbai, na Índia, são 18,9 milhões e cerca de 10 mil adventistas. Se formos à China, um dos desafios do mundo atual, vamos encontrar Xangai com 14,9 milhões de habitantes para 6.274 membros, e em Beijing, 11,1 milhões de habitantes para 3.300 adventistas. A mesma realidade pode ser vista em Buenos Aires, com 12,7 milhões de habitantes para 22.978 adventistas. No Cairo, Egito, com 11,8 milhões de habitantes, vivem 289 adventistas. Em Manila, nas Filipinas, são 11,1 milhões de habitantes e 30.775 adventistas. Moscou, na Rússia, tem 10,4 milhões de habitantes e 3.500 são adventistas.
Que desafio! Se olharmos para os números do mundo, o nível de preocupação aumenta um pouco mais. São 6,8 bilhões de habitantes para um total de 16.049.101 adventistas. A pergunta é clara: Como vamos alcançar tantos com tão poucos?
Em primeiro lugar, essa obra não é exclusivamente humana. Para nossas mãos, ela é realmente impossível. Como fazer, então, para que um milagre aconteça e o mundo conheça as três mensagens angélicas? Só temos uma saída: ir à Bíblia e descobrir como agiu a igreja cristã primitiva. Afinal, eles começaram com 12 pessoas, tiveram o desafio de alcançar os mais de 200 milhões de habitantes da época e foram bem-sucedidos. Em 50 anos, o cristianismo já se havia estabelecido no mundo conhecido e o fez de maneira tão impactante que a história passou a ser dividida pelo nascimento de Cristo.
Em Atos 1:8, o segredo fica claro: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra.” Com a unção do Espírito Santo, os discípulos puderam testemunhar com poder, alcançando os lugares mais extremos. Afinal, “Não pode haver limite à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, ofereça margem à operação do Espírito Santo em seu coração, e viva uma vida inteiramente consagrada a Deus” (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 159).
O Espírito Santo fez parte da vida e do crescimento da igreja cristã primitiva. Basta observar que Ele é mencionado 88 vezes em 22 dos 39 livros do Antigo Testamento. Já no Novo, aparece 262 vezes. Também hoje Ele precisa fazer parte da vida de nossa igreja. Só assim poderemos pregar o evangelho do reino com poder e ver o cumprimento de nossa esperança por meio da volta de Cristo nas nuvens dos céus (Mt 24:14).
Veja como o que parece impossível pode se tornar possível. No dia de Pentecostes, eram 120 pessoas clamando pelo poder do Espírito Santo. Quando ficaram repletas de Seu poder, na chuva temporã, imediatamente levaram 3 mil pessoas a Jesus. Depois, o número aumentou mais e mais (At 5:14; 6:7; 9:31; 12:24). Aquela pequena congregação de 120 membros cresceu 25 vezes em apenas um sermão. O que o Espírito Santo pode fazer ao descer sobre a igreja hoje? Além de uma nova vida espiritual, Ele dará poder à mensagem. A história deixa claro que todo reavivamento genuíno sempre teve como resultado a conversão de muitas pessoas.
No Pentecostes, por meio da chuva temporã, o Espírito Santo fez maravilhas. Mas a chuva serôdia será ainda mais abundante. Até quando vamos esperá-la? Não devemos aproveitar as primeiras gotas que estão caindo, mediante os milagres da pregação do evangelho, para recebê-la completamente em nossa geração?
O pastor Erton Kohler escreve mensalmente para a Revista Adventista, periódico mensal publicado pela Casa Publicadora Brasileira.

Fonte: Revista Adventista (novembro de 2009)
http://www.cpb.com.br
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